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terça-feira, 2 de agosto de 2011

o método e ciclo: PDCA

O Planejamento é a alma do Sistema Gestão Segurança. Começa com a definição da sua abrangência, isto é, decidir e deixar claro quais são os limites do sistema: por exemplo a que produtos turísticos ele se destina. É o primeiro passo para construção de um SGS. No processo de planejamento será construída ou explicitada a Política de Segurança da empresa, que demonstra toda a filosofia de comprometimento com a segurança, sustentabilidade e melhoria contínua que a empresa possui.

1. “PLAN” – PLANEJAR:
Esta é a fase de antecipar as necessidades e as medidas necessárias para que as atividades se
desenrolem de maneira segura. Na fase de planejamento se identifica o que afeta cada atividade dos produtos turísticos e os procedimentos estabelecidos para uma operação segura e inclusive se identificam mudanças, melhorias ou mesmo a manutenção de processos que a experiência demonstrou que funcionam com sucesso. A fase de planejamento também é o momento de sensibilizar e motivar os colaboradores, para que estes compreendam a importância de iniciar a gestão da segurança nas atividades estimulando-os a contribuir com o processo de planejamento. Todo processo de mudança encontra resistências, com o SGS não será diferente. Por isso, a introdução do SGS deve, sempre que possível e pertinente, acontecer de forma participativa respeitando-se os níveis de envolvimento que cada função/colaborador tem com a operacionalização das atividades e a segurança como um todo.

De modo geral, podemos afirmar que os processos de planejamento e gestão, que se pretendem implementar de maneira verticalizada, ou seja, por imposição, frequentemente não obtém os resultados desejados ou mesmo na tentativa de colocá-los em prática acabam sofrendo maior resistência do que aqueles estabelecidos participativamente. Isto influenciará diretamente na eficácia do planejamento e na sua implementação. Por outro lado, também é mostrado pela experiência que a implementação de um SGS sem o explícito e visível comprometimento da direção da empresa enfrenta algumas dificuldades, como o comprometimento dos trabalhadores e colaboradores.

Lembre-se: Sem o envolvimento e comprometimento da direção um sistema de gestão ficará bastante ameaçado!

2. “DO” – IMPLEMENTAR:
Uma implementação eficiente exige ainda procedimentos para comunicação interna e externa, fazendo com que tanto colaboradores, quanto clientes tenham a informação sobre a segurança e tenham a sua percepção sobre a implementação do Sistema consultada freqüentemente. Um bom processo de Implementação prevê ainda os eventuais contratempos ou infortúnios que podem transcorrer em uma operação de turismo de aventura e, de forma antecipada, se prepara para dar suporte e atender a eventuais emergências, contando com planos e procedimentos, pessoal capacitado, serviços e recursos disponíveis para o pronto atendimento mesmo em áreas remotas ou de difícil acesso.

3. “CHECK” – VERIFICAR:
O monitoramento periódico do desempenho do SGS contribui para realinhamentos, destaca pontos frágeis, evidencia elementos talvez ainda não percebidos, como no registro de acidentes, incidentes e não conformidades, além de fornecer à direção da organização insumos para uma análise crítica do Sistema.

4. “ACT” – AGIR:
Esta etapa alimenta o processo de gestão, que de forma cíclica dá início a uma nova etapa de
planejamento, implementação, verificação e melhoria do Sistema de Gestão da Segurança da empresa. Resumindo, o sucesso do Sistema de Gestão da Segurança depende do comprometimento de todos os níveis e funções na empresa, em especial da direção. Este modelo de sistema permite que uma organização estabeleça e avalie a eficácia dos procedimentos, desenvolva uma política e objetivos de segurança, atinja a conformidade em relação a eles e demonstre-os a terceiros.
Na medida em que a empresa adota a gestão da segurança como política e cultura de seu negócio, passa a sistematizar e controlar as suas atividades. Assim, incorpora práticas de gestão de riscos para promover atividades de turismo de aventura de forma segura e responsável.


Mauro Kahn, diretor executivo do Clube do Petróleo,aborda o método de melhoria contínua do PDCA. Relativizando o ditado popular que prima por "fazer certo da primeira vez", Kahn defende o caminho do constante ciclo entre os 4 passos: Plan (Plnaejar); Do (Executar); Check (Checar / Avaliar); Act (Agir de acordo com o verificado no passo anterior). O método consiste na repetição intermitente como a trilha para a melhoria contínua, consistindo numa importante ferramenta para sua vida.
"DO" - IMPLEMENTAR
Após o planejamento é importante implementar. Já dissemos que as pessoas são um dos pontos fundamentais da segurança no turismo de aventura. Para a implementação do sistema, isto naturalmente também é verdade. Assim, para se ter uma operação segura, e, portanto, um sistema de gestão que assegure isso, é necessário ter profissionais competentes, cientes de suas funções, responsabilidades e autoridades dentro do Sistema, conscientes da importância para o sucesso do SGS e das consequências do não atendimento aos procedimentos de segurança e controles operacionais definidos pela organização. Portanto, para uma implementação eficiente do Sistema de Gestão da Segurança é necessário que seja estabelecido quais competências são necessárias para a operação segura e que as diversas funções sejam desempenhadas por profissionais competentes. Essa competência pode ser adquirida através da educação (escolaridade), da experiência anterior adquirida em outras operações, da qualificação externa à organização e dos treinamentos internos, que são necessários e indispensáveis à garantia da qualidade e da segurança.

"CHECK" - Verificar
Como em qualquer processo de Gestão, a Implementação requer Verificação, ou seja, a avaliação pontual e generalizada do Sistema, identificando sua eficácia, eficiência, as dificuldades e as oportunidades de melhoria. O monitoramento periódico do desempenho do SGS contribui para realinhamentos, destaca pontos frágeis, evidencia elementos talvez ainda não percebidos, como no registro de acidentes, incidentes e não conformidades, além de fornecer à direção da organização insumos para uma análise crítica do Sistema.

"ACTION" - Agir
Todo processo, por mais eficiente que seja, poderá sempre ser melhorado. Após a Verificação do Sistema surge então a oportunidade de melhoria, a oportunidade de partir para a Ação revendo o planejamento, propondo mudanças ou a continuidade de procedimentos e controles que vêm dando certo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Janela de Overton

O termo "Janela de Overton" foi dado em homenagem a Joseph P. Overton, que era vice-presidente do Centro Mackinac para políticas públicas nos anos 90 e criou um modelo que mostra como as opiniões públicas podem ser mudadas intencionalmente e de forma gradual por um pequeno grupo de pensadores (Think tank). Ou seja, idéias que antes pareciam impossíveis são plantadas na sociedade e, com o tempo, transformam-se até mesmo no oposto do que era antes. Imaginemos qualquer causa político/social (educação, aborto, descriminalização de drogas, não interessa). Para cada causa há um espectro de idéias que vai de um extremo a outro (do pensamento mais radical ao mais liberal). A Janela de Overton é o leque de idéias "aceitáveis" na sociedade, ou seja, a posição da sociedade num dado espectro.

Quando um Think tank tem de promover uma idéia que está fora do que a opinião pública considera razoável, ela "puxa" a janela na sua direção. Assim, através da sua ação na mídia, vai introduzindo no discurso público idéias a princípio consideradas radicais, impossíveis de implementar, mas que, com a exposição do público a essas ideias, o que era inaceitável passa a ser tolerável, e o que era aceito pode até passar a ser rejeitado.

Podemos ver esse mecanismo em ação agora mesmo, ao assistirmos a uma massificação/exploração da homossexualidade pela mídia, assim como fizeram nos anos 90 com o culto à marginalidade (e uso a palavra em seu sentido mais amplo, do que está à margem). Colheremos bons e maus frutos disso, mas não amadureceremos como sociedade, assim como não amadurecemos em relação às classes sociais, pois não há debate ou esclarecimento, apenas imposição e tomadas de lado. Sem entrar na questão de certo ou errado (isso seria desvirtuar todo o post e olhar pro dedo, em vez de olhar pra Lua), dá pra perceber uma saturação de personagens homossexuais nas novelas, assuntos relativos ao tema nos telejornais, como que empurrando goela abaixo da sociedade algo que até, então, era tabu, num equivalente psicológico do que seria um "tratamento de choque". Tratamentos assim podem até curar os sintomas, mas à custa de recalques e traumas que ficarão adormecidos, apenas esperando um gatilho para explodir.
Existem tantos outros exemplos de manipulação, mas os mais dramáticos são os que levam um país inteiro a uma guerra.

Todo mundo sabe que a guerra do Iraque foi baseada numa mentira (as tais "armas de destruição em massa") mas, o que poucos sabem é que tudo seguiu um script de um relações-públicas de guerra contratado pelo governo dos EUA para controlar todas as informações que apareceriam na mídia (e controlar, assim, a percepção das pessoas). Esse homem éJohn Rendon. Suas ações foram além de plantar notícias: ele também criou, a pedido da CIA, forças dissidentes DENTRO do Iraque a fim de que depusessem o governo desse país na base da violência. Então se você acha que o enforcamento de Saddam Hussein foi planejado e executado "soberanamente" por iraquianos... bem, se você é um cara que acredita em tudo o que vê na TV, provavelmente deve achar que o David Copperfield é um Avatar!

Rendon também participou do 11 de setembro, trabalhando para o Pentágono no Office of Strategic Influence, cuja missão era plantar notícias falsas e esconder suas origens. Outra missão era monitorar e participar de fóruns e chats em língua árabe (lembrem que a única "confirmação" de que Osama Bin Laden foi morto foi feita num desses fóruns em que a Al Quaeda supostamente participa. A mensagem poderia ter sido escrita até por mim, mas a mídia comprou essa informação como verídica, assim como tem comprado tudo o que o governo americano diz que é pra ser).

Abro um parênteses pra lembrar que esse ano Obama se reuniu com os principais executivos da internet (Google, Apple, Facebook, Twitter, Yahoo, entre outros). Supostamente o jantar era pra falar sobre a geração de empregos, mas, diante dos fatos descritos acima, fica difícil acreditar que o presidente dos EUA se encontraria com os principais outsiders da mídia controlada pra falar de algo tão prosaico.

O "pai" das relações-públicas foi Edward Bernays. Ele cuidou da propaganda por detrás do golpe de estado na Guatemala, em 1954, onde a CIA tirou do poder um regime democraticamente eleito, e também ajudou a criar um sentimento de guerra contra a Alemanha na 1ª guerra (1917). Sua fama foi feita no final dos anos 1920, quando ele conseguiu inverter uma percepção negativa da sociedade (mulheres fumarem era algo grosseiro e masculino) para algo positivo (glamour, elegância) com a campanha dos cigarros Chesterfield. Ele também é o responsável pela percepção de que a cerveja é uma "bebida leve e moderada". Em 1928 ele lançou o livro "Propaganda", que se tornou a bíblia da indústria da publicidade e dos governos ocultos. Não por acaso foi o livro de cabeceira de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista (apesar de Edward ser judeu).

Barack Obama é o maior exemplo de um produto de sucesso das relações públicas. Ele saiu do nada para a presidência dos EUA através puramente da imagem e do discurso, uma imagem - e discurso - vendidos não só para os EUA, mas para o mundo todo, e que geralmente não condiz com suas atitudes (A base de Guantânamo continua lá pra provar). Quem produziu Barack Obama? A resposta visível é o marketeiro dele, Ben Self (que por sinal trabalhou na campanha da Dilma). Mas não responde a QUEM interessa fazer Barack Obama. Esse é um mistério que só pode ser entendido quando acrescentamos um elemento atualmente invisível à nossa sociedade: aqueles que controlam a sociedade.

Edward Bernays fala explicitamente em seu livro "Propaganda":
"Se entendermos os mecanismos e as motivações da mente de grupo, é agora possível controlar e reger as massas de acordo com nossa vontade, sem seu conhecimento".

Em um livro posterior, Edward cunhou o termo "engenharia do consentimento" para descrever sua técnica de controle de massas:
"A manipulação consciente e inteligente dos hábitos organizados e opiniões das massas é um elemento importante na sociedade democrática (...) Aqueles que manipulam este mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder do nosso país (...) Em quase todo ato de nossa vida diária, seja na esfera da política ou dos negócios, na nossa conduta social ou no nosso pensamento ético, nós somos dominados por um número relativamente pequeno de pessoas (...) que compreendem os processos mentais e padrões sociais das massas. São eles que puxam os fios que controlam a mente do público".

Quem controla a mídia controla o poder. É por isso que nosso querido governo nunca desistiu da idéia de controle total da imprensa, mas nisso têm enfrentado violenta oposição da Band e da Globo. Se a história nos ensinou alguma coisa, é que vai ser preciso criar um factóide (algo dramático, de apelo popular) pra se criar, no calor dos eventos, uma censura que não pareça uma censura. Ou seguir o caminho que já está tomando, de ir aumentando o controle do judiciário e ir estrangulando, por meio de processos e proibições (como a do Estadão) o jornalismo inquisitivo, de denúncia. Por outro lado, engana-se quem pensa que a mídia está contra o governo. Porque, ironicamente, a mídia só se torna relevante em seu poder de convencimento quando está aliada ao poder, e o poder está representado pelo governo, que está repre$entado/sustentado na mídia. Essa simbiose pode ser observada na relação estreita da Globo com todos os governantes brasileiros, independente de ideologia.

Um belo exemplo de inversão completa do espectro está na manipulação em massa da esquerda brasileira, que apenas 15 anos antes era intolerante ao extremo com corrupção e falta de ética DA DIREITA, e prometiam fazer diferente, mas uma vez no poder conseguiu implantar em seus eleitores/apoiadores a idéia de que conchavos, propinas e corrupção fazem parte do jogo político, e que é a única forma de se manter a governabilidade. Isso não foi construído do dia para a noite, e sim ao longo do gerenciamento da mídia dos VÁRIOS escândalos em que eles se meteram. Algo que nunca conseguiriam sem o poder e carisma de seu relações-públicas Luís Inácio Lula da Silva ("o cara") que, quando quer fazer publicidade ou apagar algum incêndio, dá entrevistas exclusivas à Rede Globo, que outrora criticava.

Referência:
Designorado: a importância dos extremos; Edward Bernays: The father of spin

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Os 4 Rs - vídeo: erreway 4 caminos

Os antídotos para o estresse provocado pelo excesso de opções podem ser encontrados nos "4Rs do marketing de substituição": replace, repackage, reposition, replenish.

O imperativo do marketing de substituição não se aplica a todos os produtos e serviços. As estratégias de marca como as da Polaroid, as de nicho como as da Rolls Royce, as de padrões da indústria como as de Intel e as de controle da distribuição como as da Coca Cola isolam eficazmente esses operadores. Talvez o melhor isolamento consista em ocupar e defender a posição de produtor de "baixo custo" mesmo que em algumas categorias de produto possa resultar irrelevante que um novo produto seja incremental se o preço é correto.

No entanto, para a maioria, incorporar o marketing de substituição às estratégias de marca e posicionamento será cada vez mais essencial.

Replace – Tanto de marcas quanto de produtos. Existem limitações na capacidade do cliente para lembrar e desenvolver percepções de muitos nomes de marcas numa mesma categoria. Quando as vendas do automóvel Acura começaram a cair, a gerência concluiu que uma das causas fundamentais foi que as sub-marcas de suporte como Legend, Integra e Vigor diluíam o poder do Acura com relação à concorrência. Infiniti, Lexus, Saab e Volvo usavam números para seus modelos no lugar de sub-nomes de marca, concentrando seus recursos de criação de marca em um único nome. Conclusão: a Acura finalmente deixou de utilizar suas sub-marcas em favor da designação alfanumérica para seus modelos, substituindo quatro marcas por uma e devolvendo o enfoque adequado.

Reposition – Embora a "era do posicionamento" tenha começado há 25 anos, sua importância atual é ainda maior em um mercado que se movimenta rapidamente. Por exemplo, muitos compradores de carros que não estão entre os ociosos ricos têm dois "conjuntos de marcas" em suas mentes. Uma é a ideal ("Um dia eu vou ter uma Mercedes ou uma BMW") e outra é a do "aqui e agora" ("Este ano preciso de um carro novo. Acho que vou testar um Taurus e um Accord"). O reposicionamento pode fazer uma marca mais acessível que permita substituir esses dois grupos, dando para o consumidor uma "trajetória migratória" desde o presente até o futuro sem deixar uma marca no meio do caminho. Isto explica parcialmente o recente ressurgimento da Mercedes-Benz. A Mercedes colocou em prática aquilo que Peter Drucker chama "preço baseado no custo": tomar o custo do que custa produzir algo, agregar uma boa margem de lucro e voilà!, aí está o preço de venda. Em 1994, quando a Mercedes impulsionou seus preços da "Classe C" a menos de US$ 31.000, as vendas aumentaram 60% em um ano quando compradores que até aquele momento ficavam excluídos conseguiram que a marca de sua escolha futura se tornasse a marca de sua escolha atual.

Repackage – A estratégia de "reagrupar" é uma que os profissionais do marketing —e os clientes— aceitaram, especialmente no marketing da categoria business-to-business. A essência desta estratégia provém de combinar múltiplos produtos, às vezes incluindo os de fabricantes rivais, numa solução mais simples, mais integrada com um único ponto de contato para o cliente.

Replenish – Por ser a menos chamativa, a estratégia de "reposição" também é a que recebe menos atenção. Mas, ao eliminar as opções múltiplas, é a estratégia que no longo prazo causa maior impacto na lealdade do cliente. A premissa básica é a simplificação: o consumidor toma uma decisão de marca uma única vez e o fabricante então "promete" manter esse produto ou serviço atualizado e “repor” ou atender constantemente.

Enquanto o marketing de substituição nos ajudará a nos assegurar que o consumidor não terá que lidar com produtos incrementais, aqueles que consolidam múltiplas soluções em uma única vão reduzir a quantidade total de decisões que devem tomar. À medida que cada especialista de marketing decidir se seus produtos são de substituição ou incrementais, decidirá por default se como empresa e/ ou marca é um "simplificador" ou um "multiplicador".











quarta-feira, 4 de maio de 2011

O conceito de Sir Robert GIFFEN

Em economia, um Bem de Giffen é um produto para o qual um aumento do preço faz aumentar a sua demanda. Este comportamento é diferente do da maioria dos produtos, que são mais procurados à medida que seu preço cai. Em termos microeconômicos, aelasticidade-preço da demanda por Bens de Giffen é positiva e, por consequência, sua curva de demanda é crescente. Outra repercussão microeconômica é que seu efeito renda é maior que o efeito substituição.

Um exemplo de Bem de Giffen é o pão, assim como outros produtos básicos. Uma elevação moderada dos preços de pão pode levar a um maior consumo de pão, principalmente em famílias pobres, pois não há outro bem barato e acessível capaz de substituir o pão em sua dieta. Dessa forma, maiores gastos com pão levariam a uma redução do consumo de outros produtos alimentícios, o que obrigaria os mais pobres a consumir mais pão para sobreviver. Essa classe de bens recebe esse nome em homenagem a Sir Robert Giffen, que foi citado no século XIX por Alfred Marshall como o criador da idéia.

Giffen imaginou uma família muito pobre, que sua renda fosse de 100 unidades monetárias e era suficiente apenas para consumir arroz durante o mês. Uma queda no preço do arroz faz com que esta familia não consuma mais arroz, pois eles já estavam saturados deste produto e darão preferência a outro produto. Sendo assim, a demanda é diretamente proporcional ao preço, e não inversamente, como na maioria dos casos.

Sinopse dos principais alimentos básicos: Amaranth Trigo Rice Milho Batata
Componente (por porção de 100g
água (g) 11 11 12 76 82
energia (kJ) 1554 1506 1527 360 288
proteína (g) 14 13 7 3 1.7
de gordura (g) 7 10 1 1 0.1
carboidratos (g) 65 52 79 19 16
de fibras (g) 7 13 1 3 2.4
açúcares (g) 1.7 0.1 > 0,1 3 1.2
de ferro (mg) 7.6 6.3 0.8 0.5 0.5
manganês (mg) 3.4 13.3 1.1 0.2 0.1
cálcio (mg) 159 39 28 2 9
magnésio (Mg) 248 239 25 37 21
fósforo (mg) 557 842 115 89 62
potássio (mg) 508 892 115 270 407
zinco (mg) 2.9 12.3 1.1 0.5 0.3
ácido panthothenic (mg) 1.5 0.1 1.0 0.7 0.3
vitB6 (mg) 0.6 1.3 0.2 0.1 0.2
ácido fólico (mg) 82 281 8 42 18
tiamina (mg) 0.1 1.9 0.1 0.2 0.1
riboflavina (mg) 0.2 0.5 > 0,1 0.1 > 0,1
Niacina (mg) 0.9 6.8 1.6 1.8 1.1

terça-feira, 22 de março de 2011

Elementos do método científico (vídeo: Addendum)

"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimentos." - Carl Sagan
"...ciência consiste em agrupar fatos para que leis gerais ou conclusões possam ser tiradas deles." - Charles Darwin

O método científico é composto dos seguintes elementos:
Caracterização - Quantificações, observações e medidas.
Hipóteses - Explicações hipotéticas das observações e medidas.
Previsões - Deduções lógicas das hipóteses.
Experimentos - Testes dos três elementos acima.

O método científico consiste dos seguintes aspectos:
Observação - Uma observação pode ser simples, isto é, feita a olho nu, ou pode exigir a utilização de instrumentos apropriados.
Descrição - O experimento precisa ser replicável (capaz de ser reproduzido).
Previsão - As hipóteses precisam ser válidas para observações feitas no passado, no presente e no futuro.
Controle - Para maior segurança nas conclusões, toda experiência deve ser controlada. Experiência controlada é aquela que é realizada com técnicas que permitem descartar as variáveis passíveis de mascarar o resultado.
Falseabilidade - toda hipótese tem que ser falseável ou refutável. Isso não quer dizer que o experimento seja falso; mas sim que ele pode ser verificado, contestado. Ou seja, se ele realmente for falso, deve ser possível prová-lo.
Explicação das Causas - Na maioria das áreas da Ciência é necessário que haja causalidade.

Nessas condições os seguintes requerimentos são vistos como importantes no entendimento científico:

Identificação das Causas
Correlação dos eventos - As causas precisam se correlacionar com as observações.
Ordem dos eventos - As causas precisam preceder no tempo os efeitos observados.
Na área da saúde a natureza da associação causal foi formulada por Hence e adaptada por Robert Koch em 1877 para demonstração da relação causal entre microrganismos e patologias consistindo basicamente no enunciado acima ou seja: força da associação (conectividade); seqüência temporal (assimetria); transitividade (evidência experimental); previsibilidade/ estabilidade.

Uma maneira linearizada e pragmática de apresentar os quatro pontos acima está exposto a seguir passo-a-passo. Vale a pena notar que é apenas um exemplo, não sendo obrigatória a existência de todos esses passos. Na verdade, na maioria dos casos não se seguem todos esses passos, ou mesmo parte deles. O método científico não é uma receita: ele requer inteligência, imaginação e criatividade. O importante é que os aspectos e elementos apresentados acima estejam presentes.

Definir o problema.
Recolhimento de dados;
Proposta de uma hipótese;
Realização de uma experiência controlada, para testar a validade da hipótese;

Análise dos resultados
Interpretar os dados e tirar conclusões, o que serve para a formulação de novas hipóteses.
Publicação dos resultados em monografias, dissertações, teses, artigos ou livros aceitos por universidades e ou reconhecidos pela comunidade científica.
Observe-se que nem todas as hipótese podem ser confirmadas ou refutadas por experimentos e que em muitas áreas do conhecimento o recolhimento de dados e a tentativas de interpretá-los já é uma grande tarefa como nas ciências humanas e jurídicas (criminologia).

Ciências humanas

A limitação ética da realização de experimentos com seres humanos, o estudo das subjetividades ou do essencialmente subjetivo, individual e particular psiquismo humano, ou a natureza histórica do objeto das ciências sociais, conduziram os pensadores a distintos caminhos ou proposições de estudo para o método científico. Contudo, parafraseando Minayo,..."uma base de dados quando bem trabalhada teórica e praticamente, produz riqueza de informações, aprofundamento e maior fidedignidade interpretativa"...

As principais divergências na análise dos resultados de pesquisas em ciências sociais ou humanas se dão no plano da contextualização dos dados ou informações obtidas em campo nos diversos sistemas teóricos ou seja conjunto de teorias e leis reconhecidas como consensuais em distintos momentos históricos e/ou segmentos das comunidades científicas. Nas ciências sociais identifica-se três grandes correntes de pensamentos:
Positivismo / Auguste Comte.
Fenomenologia (Fenomenologia do Espírito / Estruturalismo)
Materialismo dialéctico; Dialéctica / Marxismo

A evolução do conceito de método

A história do método científico se mistura com a história da ciência. Documentos do Antigo Egito já descrevem métodos de diagnósticos médicos. Na cultura da Grécia Antiga, os primeiros indícios do método científico começam a aparecer. Grande avanço no método foi feito no começo da filosofia islâmica, principalmente no uso de experimentos para decidir entre duas hipóteses. Os principios fundamentais do método científico se consolidaram com o surgimento da Física nos séculos XVII e XVIII. Francis Bacon, em seu trabalho Novum Organum(1620) - uma referência ao Organon de Aristóteles-especifica um novo sistema lógico para melhorar o velho processo filosófico do silogismo.

A metodologia científica tem sua origem no pensamento de Descartes, que foi posteriormente desenvolvimento empiricamente pelo físico inglês Isaac Newton. René Descartes propôs chegar à verdade através da dúvida sistemática e da decomposição do problema em pequenas partes, características que definiram a base da pesquisa científica.

Lê-se no livro o Discurso do método:
...''E como a multiplicidade de leis serve frequentemente para escusar os vícios, de sorte que um estado é muito melhor governado quando, possuindo poucas, elas são aí rigorosamente aplicadas, assim, em lugar de um grande número de preceitos dos quais a lógica é composta, acrediteis que já me seriam bastante quatro, contanto que tomasse a firme e constante resolução de não deixar uma vez só de observá-los. O primeiro consistia em nunca aceitar, por verdadeira, coisa nenhuma que não conhecesse como evidente; isto é, devia evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção; e nada incluir em meus juizos que não se apresentasse tão claramente e tão distintamente ao meu espírito que não tivesse nenhuma ocasião de o pôr em dúvida.

O segundo – dividir cada uma das dificuldades que examinasse em tantas parcelas quantas pudessem ser e fossem exigidas para melhor compreendê-las.

O terceiro – conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e fáceis de serem conhecidos, para subir, pouco a pouco, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e supondo mesmo certa ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros.

e o último – fazer sempre enumerações tão completas e revisões tão gerais, que ficasse certo de nada omitir''."...

Correntemente estas regras são: 1) da evidência; 2) da divisão ou análise; 3) da ordem ou dedução; e, 4) da enumeração (contar, especificar), classificação.
Portal de história da ciência. Os artigos sobre história da ciência, tecnologia e medicina.

O acidente (serendipidade)

É comum considerar alguns dos mais importantes avanços na ciência, tais como as descobertas da radioatividade por Henri Becquerel ou da penicilina por Alexander Fleming, como tendo ocorrido por acidente. No entanto, o que é possível afirmar à luz da observação científica é que terão sido parcialmente acidentais, uma vez que as pessoas envolvidas haviam aprendido a "pensar cientificamente", estando, portanto, conscientes de que observaram algo novo e interessante.
Os progressos da ciência são acompanhados de muitas horas de trabalho cuidadoso, que segue um caminho mais ou menos sistemático na busca de respostas a questões científicas. É este o caminho denominado de método científico.

A hipótese

A Hipótese (do gr. Hypóthesis) é uma proposição que se admite de modo provisório como princípio do qual se pode deduzir pelas regras da lógica um conjunto dado de proposições, ou um mecanismo da experiência a explicar. Literalmente pode ser compreendida como uma suposição ou pergunta, conjetura que orienta uma investigação por antecipar características prováveis do objeto investigado e que vale quer pela confirmação através de deduções lógicas dessas características, quer pelo encontro de novos caminhos de investigação (novas hipóteses e novos experimentos).
No método científico, a hipótese é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, na sua hipótese, tem dois objetivos: explicar um fato e prever outros acontecimentos dele decorrentes (deduzir as consequências). A hipótese deverá ser testada em experiências laboratoriais controladas. Se, após muitas dessas experiências, os resultados obtidos pelos pesquisadores não contrariarem a hipótese, então ela será aceita como uma lei e integrada à uma teoria e/ou sistema teórico.

Método científico - O plano com questões (vídeo: Awakening)

O método científico é um conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências observáveis, empíricas (ou seja, baseadas apenas na experiência) e mensuráveis e as analisar com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência.

Metodologia científica literalmente refere-se ao estudo dos métodos e, especialmente, do método da ciência, que se supõe universal. Embora procedimentos variem de uma área da ciência para outra (as disciplinas científicas), diferenciadas por seus distintos objetos de estudo, consegue-se determinar certos elementos que diferenciam o método científico de outros métodos (filosófico, algoritmo – matemático, etc.).

A metodologia científica tem sua origem no pensamento de Descartes, que foi posteriormente desenvolvimento empiricamente pelo físico inglês Isaac Newton. Descartes propôs chegar à verdade através da dúvida sistemática e da decomposição do problema em pequenas partes, características que definiram a base da pesquisa científica.

O Círculo de Viena acrescentou a esses princípios a necessidade de verificação e o método indutivo.

Karl Popper demonstrou que nem a verificação nem a indução serviam ao método científico, pois o cientista deve trabalhar com o falseamento, ou seja, deve fazer uma hipótese e testar suas hipóteses procurando não provas de que ela está certa, mas provas de que ela está errada. Se a hipótese não resistir ao teste, diz-se que ela foi falseada. Caso não, diz-se que foi corroborada. Popper provou também que a ciência é um conhecimento provisório, que funciona através de sucessivos falseamentos.

Thomas Kuhn percebeu que os paradigmas são elementos essenciais do método científico, sendo os momentos de mudança de paradigmas chamados de revoluções científicas.

Mais recentemente a metodologia científica tem sido abalada pela crítica ao pensamento cartesiano elaborada pelo filósofo francês Edgar Morin. Morin propõe, no lugar da divisão do objeto de pesquisa em partes, uma visão sistêmica, do todo. Esse novo paradigma é chamado de Teoria da complexidade (complexidade entendida como abraçar o todo).

Planejar com perguntas

O QUÊ? - Objetivo a ser alcançado.

POR QUÊ? - Razões / benefícios a serem alcançados com o objetivo.

QUANDO? - Data para atingir o objetivo.

QUEM? - Quem estará envolvido e quais as suas responsabilidades.

QUANTO? - Estabelecer parâmetro e custos.

COMO? - Ações necessárias para que o objetivo+ estabelecido seja alcançado.

QUAIS? - Serão as dificuldades / obstáculos / problemas e situações que deverão ser enfrentados e vencer para atingir o objetivo.

Equívocos a serem evitados

Falta do "como?" - É preciso apresentar "caminhos / cenários" com o propósito de oferecer sustentabilidade as questões "o quê?" e "quando?"

Falta de prioridades - Estabelecer três ou quatro metas como objetivo desmobiliza o foco dos componentes da equipe. Providencie uma hierarquia de importância em valor principal e secundário.

Prazos acelerados - Planejamento não funciona para atingir o objetivo sem prazo coerente ao resultado satisfatório.

Não controlar efetivamente o prazo e resultado das ações e aplicação de corretivo necessário decorrente de melhoria, mudança, redução ou expansão do objetivo.

Planejar contingência - Deve-se iniciar o planejamento a partir da situação real do contexto.

Não definir corretamente os problemas e situações.

O contexto de uma pesquisa

Primeiramente os pesquisadores definem proposições lógicas ou suposições (hipóteses) para explicar certos fenômenos e observações, e então desenvolvem experiências que testam essas hipóteses. Se confirmadas, as hipóteses podem gerar leis e teorias. Integrando-se hipóteses de certa área em uma estrutura coerente de conhecimento contribuí-se na formulação de novas hipóteses, bem como coloca as hipóteses em um conjunto de conhecimento maior que são as leis e teorias reconhecidas consensualmente pela comunidade científica e/ou o paradigma de seu tempo.
Outra característica do método é que o processo precisa ser objetivo, e o cientista deve ser imparcial na interpretação dos resultados. Sobre a objetividade, ou seja, atente às propriedades do objeto e não do sujeito (subjetividade), é conhecida a afirmação de Hans Selye, pesquisador canadense que formulou a moderna concepção de stress: "Quem não sabe o que procura não entende o que encontra" referindo-se à necessidade de formulação de definições precisas (a essência dos conceitos) e que possam ser respondidas com um simples sim ou não. Tanto a imparcialidade (evidência) como a objetividade foram incluídas por René Descartes (1596 – 1649) nas regras lógicas que caracterizam o método científico.

Além disso, o procedimento precisa ser documentado, tanto no que diz respeito à fonte de dados como às regras de análise, para que outros cientistas possam re-analisar, reproduzir e verificar a confiabilidade dos resultados. Assim se distinguem os relatos científicos (artigos, monografias, teses e dissertações) de um simples estilo (padrão) ou arquitetura de texto orientados pelo que caracterizam as normas da Retórica ou o estudo do uso persuasivo da linguagem, em função da eloqüência.

É comum o uso da análise matemática ou estatística, quando possível, ou aproximação de modelos abstratos (tipos ideais) e categorias de classificação a depender do objetivo da pesquisa (identificar, descrever, analisar) que pode ser basicamente quantitativa ou qualitativa.
A divisão da ciência em áreas ou disciplinas cientificas distintas tem levado a tais adequações da metodologia. É comum a afirmação de que em função da evolução do método cientifico num extremo temos a física e química seguida da biologia e da geologia e por último as ciências sociais, psicologia e ciências jurídicas quase se aproximando da filosofia e estudo das crenças (senso comum) ou ciências do espírito (sistemas mítico - religiosos).

Contudo pesquisadores contemporâneos vêem nessas duas abordagens uma oposição complementar, enquanto que as pesquisas quantitativas que visam descrever e explicar fenómenos que produzem regularidades mensuráveis são recorrentes (ou discrepantes) e exteriores ao sujeito (objetivos), na pesquisa qualitativa o observador (sujeito) é da mesma natureza que o objeto de sua análise e, ele próprio, uma parte da sua observação (o subjetivo).

É importante ter em mente que as pesquisas cientificas se relacionam com um modelo (paradigmático) ou uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica num determinado momento histórico.

Metodologia - conceitos

A Metodologia é o estudo dos métodos. Ou então as etapas a seguir num determinado processo. Tem como objetivo captar e analisar as características dos vários métodos indispensáveis, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização. Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada uma forma de conduzir a pesquisa ou um conjunto de regras para ensino de ciência e arte. A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. Em Gestão de Projetos, existe a metodologia geral e a metodologia detalhada. A metodologia pode ser dividida em vários métodos até chegar num determinado objetivo.

Deve-se notar que a palavra metodologia é muitas vezes usada onde seria mais adequado usar método. É um exemplo claro de inflation. Por exemplo tomemos a frase "Já que os estudantes não estavam disponíveis para responder a pesquisa sobre o sucesso acadêmico, nós mudamos nossa metodologia e, em vez deles, utilizamos respostas dos instrutores". Nesse caso, a metodologia (fazer pesquisa presumindo que isso fornece resultados confiáveis) não mudou. O que mudou foi o método (perguntar a professores em vez de a estudantes). O termo metodologia inclui os seguintes conceitos, em relação a uma disciplina particular ou campo de estudo:
coleção de teorias, conceitos e idéias;
estudo comparativo de diferentes enfoques;
crítica de um método individual.

Metodologia refere-se a mais do que um simples conjunto de métodos, mas sim refere-se aos fundamentos e pressupostos filosóficos que fundamentam um estudo particular. É por isso que a literatura acadêmica geralmente inclui uma seção sobre a metodologia dos pesquisadores. Esta seção faz mais do que delinear os métodos dos pesquisadores (como em "Realizamos uma pesquisa com 50 pessoas ao longo de um período de duas semanas e os resultados submetidos à análise estatística", etc), que poderia explicar o que os investigadores ' ontológica ou epistemológica são vistas. Outra chave (embora possivelmente imprecisa) de uso de metodologia não se refere à pesquisa ou às técnicas de análise específica. Isso muitas vezes refere-se a tudo e qualquer coisa que possa ser encapsulado por uma disciplina ou uma série de processos, atividades e tarefas. Exemplos disto são encontrados em desenvolvimento de software, gerenciamento de projetos e campos de processo de negócio. Esse uso do termo é tipificado pelo contorno quem, o quê, onde, quando e porquê. Na documentação dos processos que compõem a disciplina, que está sendo apoiado por "esta metodologia", que é onde iríamos encontrar os "métodos" ou processos. Os processos em si são apenas uma parte da metodologia, juntamente com a identificação e uso das normas, políticas, normas, etc

Daí, a bem concebida metodologias, os pesquisadores freqüentemente reconhecem a necessidade de rigor, lógica e coerência que deve resistir a revisão pelos pares, bem como a sua abordagem fundamental para a realidade. Por exemplo:
Os pesquisadores acreditam que no paradigma de positivismo, que sustenta que a verdade está lá fora'"à espera de ser descoberto" Nessa visão, os fatos existem independentemente de quaisquer teorias ou observação humana. Essa perspectiva domina a tradição filosófica ocidental, que fornece a fundação da ciência ocidental. A realidade é assumida como objetivo de ser, isto é, que existe fora de nossa percepção. Neste paradigma, nem a busca da verdade, nem a própria verdade é problemática: A verdade é definitiva e verificável. Os cientistas realizam experiências empíricas em laboratórios e relatam o que eles descobriram como peritos. Ou é a verdade fabricada(ver Construtivismo e epistemologia construtivista) na mente das pessoas e entre as pessoas em uma cultura. Nessa visão, os fatosse "verdade s" e são uma construção de teorias e pontos de vista. Este paradigma sustenta que tanto a natureza da verdade e do inquérito em que a verdade é problemática porque a verdade é construída (ou fabricada) dos processos em curso de negociação, a reavaliação e aperfeiçoamento dos indivíduos e entre'.

No entanto, isso não está relacionado com as perspectivas fora da comunidade científica que tentam igualar os resultados da investigação com as crenças sociais e populares e sistemas de crenças. As ciências sociais são metodologicamente capazes de diferenciar metodos diferentes usando qualitativa, quantitativa e misto métodos de abordagens. Os métodos qualitativos incluem o estudo de caso, Fenomenologia, teoria fundamentada e etnografia, entre outros. Os métodos quantitativos incluem teste de hipóteses, A análise do poder, análise reuniu, estudos observacionais, reamostragem, randomizados controlados, análise de regressão, modelagem e high-dimensional de análise de dados, entre outros.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Análise SWOT



O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês, e é um acrónimo de Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

A Análise SWOT é uma ferramenta utilizada para fazer análise de cenário (ou análise de ambiente), sendo usado como base para gestão e planejamento estratégico de uma corporação ou empresa, mas podendo, devido a sua simplicidade, ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário, desde a criação de um blog à gestão de uma multinacional.

A Análise SWOT é um sistema simples para posicionar ou verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão. A técnica é creditada a Albert Humphrey, que liderou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista Fortune das 500 maiores corporações.

Não há registros precisos sobre a origem desse tipo de análise, segundo HINDLE & LAWRENCE (1994) a análise SWOT foi criada por dois professores da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Roland Christensen.

Por outro lado, TARAPANOFF (2001:209) indica que a idéia da análise SWOT já era utilizada há mais de três mil anos quando cita em uma epígrafe um conselho de Sun Tzu: “Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ” (SUN TZU, 500 a.C.)

Apesar de bastante divulgada e citada por autores, é difícil encontrar uma literatura que aborde diretamente esse tema.

O caminho mais indicado para entender o conceito da análise SWOT é buscar diretamente sua fonte: The concept of corporate strategy, do próprio Kenneth Andrews. Porém, uma leitura superficial dessa fonte frustra os mais afoitos por definições precisas e modelos práticos, pois o autor não faz nenhuma referência direta à análise SWOT em todo seu livro.

As forças e fraquezas são determinadas pela posição atual da empresa e se relacionam, quase sempre, a fatores internos. Já as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas a fatores externos.

O ambiente interno pode ser controlado pelos dirigentes da empresa, uma vez que ele é resultado das estratégias de atuação definidas pelos próprios membros da organização. Desta forma, durante a análise, quando for percebido um ponto forte, ele deve ser ressaltado ao máximo; e quando for percebido um ponto fraco, a organização deve agir para controlá-lo ou, pelo menos, minimizar seu efeito.

Já o ambiente externo está totalmente fora do controle da organização. Mas, apesar de não poder controlá-lo, a empresa deve conhecê-lo e monitorá-lo com freqüência, de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. Evitar ameaças nem sempre é possível, no entanto pode-se fazer um planejamento para enfrentá-las, minimizando seus efeitos. A Matriz SWOT deve ser utilizada entre o diagnóstico e a formulação estratégica propriamente dita.


Esta análise de cenário se divide em ambiente interno (Forças e Fraquezas) e ambiente externo (Oportunidades e Ameaças).